quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A ARTE ARMÉNIA DA ESCRITA - PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

A Arte Arménia da Escrita é um elemento do património cultural imaterial que abarca a arte multissecular da escrita e caligrafia do alfabeto arménio, assim como os seus usos culturais, sejam decorativos ou de outro tipo. O elemento distingue-se pela sua grande variedade de carateres ornamentais que se costumam classificar em função da sua forma: laços, pássaros, animais e personagens e criaturas míticas ou fantásticas. A Arte da Escrita Arménia penetrou em quase todas as manifestações sociais do país, especialmente na arte popular.
Todas as instituições educativas dos diferentes níveis, os centros para jovens e a Igreja Apostólica Arménia desempenham um papel essencial na transmissão desta arte.
Fonte: UNESCO, 11/12/2019.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

PISA BOOK FESTIVAL 2019

O Pisa Book Festival é uma feira nacional do livro dedicada às editoras independentes de livros que todos os anos junta em Pisa editores, escritores, tradutores, ilustradores e artistas italianos e estrangeiros.
O Festival este ano decorre entre 7 e 10 de novembro.

Envolvendo o mundo lusófono estão os escritores Almeida Faria, Luís Cardoso (Timor) e o editor João Paulo Cotrim.
- Dia 8 - 11 h - Retraduzir e rever: os romances de Almeida Faria em nova tradução. Com Marco Bucaioni, editor, Andrea Ragusa, tradutora e Silvia Pinna, editor.
- Dia 8 - 12 h - Um encontro/laboratório romeno-português com Mauro Barindi, Emília David e Valeria Tocco, sobre "A Barca de Caronte" do romeno Lucian Blaga, que foi ministro plenipotenciário em Lisboa, em 1938.
- Dia 8 - 14 h - Mundo lusófono e indústria editorial: instruções para uso. Intervenção dos editores Marco Bucaioni (Urogallo), Riccardo Greco (Vittoria Iguazu) e João Paulo Cotrim (Abysmo).
- Dia 8 - 17 h - "O escritor e o seu duplo: Almeida Faria e Roberto Francavilla". Conversa sobre o volume La passione (Prémio Appiani 2019 - Urogallo), com Raffaele Donnarumma e Valeria Tocco, Universidade de Pisa.
- Dia 8 - 21 h 30 - Recital de autores em tradução. Almeida Faria, Luís Cardoso, Radu Pavel Gheo e Claudiu Florian, com os tradutores Andrea Ragusa e Mauro Barindi.
- Dia 9 - 16 h - Encontro com Luís Cardoso. Intervenção do tradutor Giorgio de Marchis, Valeria Tocco e o editor Marco Bucaioni.
- Dia 9 - 19 h - "Para onde vai a literatura portuguesa hoje?" - Os escritores Almeida Faria e Luís Cardoso encontram-se com os editores João Paulo Cotrim, Riccardo Greco e Marco Bucaioni.
Fonte: Pisa Book Festival 2019.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

HIROKAZU KORE-EDA - REALIZADOR JAPONÊS


Hirokazu Kore-eda é um dos principais diretores de cinema moderno japonês. Nascido em 1962, Hirokazu é conhecido por criar retratos familiares profundos que envolvem privação ou ausência.
Filmografia: Maborosi (1995); Our Little Sister (2015); Shoplifters (2018) e The Truth (2019).

Fonte: Antalya Golden Orange Filkm Festival.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

BONG JOON-HO - REALIZADOR SUL-COREANO

O realizador de cinema sul-coreano Bong Joon-Ho estudou sociologia e cinema na Academia Coreana de Arte Cinematográfica. O seu primeiro filme foi Barking Dogs Never Bite (2001), seguiram-se Memories of Murder (2004), Shaking Tokyo (2008), Mother (2009) e Parasite (2019).

Fonte: Antalya Golden Orange Film Festival.

JOE ODAGIRI - REALIZADOR JAPONÊS

Joe Odagiri nasceu no Japão, em 1976, iniciando a sua carreira como ator. Representou o papel principal no filme de Kiyoshi Kurosawa, Bright Future / Akarui mirai (2003), que esteve em competição no Festival de Cannes, em 2003. Em 2003, dirigiu ainda o filme, Looking for the Cherry Blossoms, que foi selecionado para o Festival de Cinema de Roterdão. O sua primeira longa metragem é o filme They Say Nothing Stays the Same (2019).

ATIQ RAHIMI - REZLIZADOR AFEGÃO


O escritor e realizador de cinema Atiq Rahimi nasceu no Afeganistão. O seu primeiro filme, Earth and Ashes, foi escrito em cooperação com o realizador iraniano Kambuzia Partovi. Outros filmes: Syngué Sabour: The Patience Stone (2008), e Our Lady of Nile (2019).
Fonte: Antalya Golden Orange Film Festival,

REZA MIRKARIMI - DIRETOR DE CINEMA IRANIANO



O realizador de cinema Reza Mirkarimi nasceu em Teerão, em 1967. Mirkarimi licenciou-se na Universidade de Belas-Artes, em Arte Gráfica. A sua carreira no cinema começou nas séries televisivas.
Obras:  "The Child and The Soldier"; "Under the Moonlight"; "As Simple as That"; "Daughter"; "So Close So Far";  "A Cube of Sugar"; "Today"; e "Castle of Dreams".

terça-feira, 5 de novembro de 2019

FESTIVAL CURTA CINEMA RIO DE JANEIRO 2019

No Festival Internacional de Curta Cinema do Rio de Janeiro, a realizar entre 30 de outubro e 6 de novembro, participam os seguintes filmes asiáticos:

- "Nilalang" (Filipinas, 2019, 13 min.), direção de Juan Carlo Tarobal.
"Uma jovem grita em silêncio enquanto busca salvação do mal que a cerca."

- "Mabat shlishi" (Israel, 2019, 11 min.), direção de Efrat Rasner.
"Shira, uma moça jovem, viaja de autocarro de Jerusalém a Tel Aviv. Quando alguém se senta ao seu lado, ela de repente é forçada a navegar por uma confusão de culpa, alívio, compaixão e alerta, e a tomar decisões difíceis rapidamente."

- "Descanse em paz" (Indonésia, 2018, 26 min.), direção de M. Reza Fahriyansyah.
"Santoso e Wati estão sofrendo por Agung, seu único filho, que morreu de repente. Isso leva Santoso a circunstâncias desfavoráveis ​​enquanto ele se prepara para o funeral."

- "Dossier of the dossier" (Tailândia, 2019, 18 min.), direção de Sorayos Prapapan.
"O diretor e o produtor estão trabalhando na documentação de seu filme."

- "Hãy tỉnh thức và sẵn sàng" (Esteja alerta e pronto), (Coreia do Sul, EUA, Vietname, 2019, 14 min.), direção de Pham Thien An.
"Na esquina de uma rua, uma conversa misteriosa entre três rapazes numa banca."

- "Transparent, the world is." (Japão, 2019, 7 min.), direção de Yuri Muraoka.
"Um retrato meu e de minhas filhas, que representa a relação entre “a personalidade” e “o mundo/a sociedade” em 2018. Essa é a história de uma intensa dicotomia dentro/fora de mim. E o mundo, que é feito de uma mistura de cores que se torna “transparente”.

domingo, 13 de outubro de 2019

MEENA KUMARI (1933-1972) - ATRIZ E POETISA INDIANA

Meena Kumari, que teve o nome de nascença Mahjabeen Bano, nasceu a 1 de Agosto de 1933.  Meena Kumari foi uma atriz de cinema indiano e cantora. Foi ainda poetisa, adotando o pseudónimo de Naaz. Como atriz destacou-se nos filmes clássicos de Bollywood, tornando-se conhecida popularmente como Rainha da Tragédia, Boneca Chinesa e Mulher de Guru Dutt. Meena Kumari é muitas vezes recordada como a Cinderela do Cinema Indiano, onde teve uma presença ativa entre 1939-1972.

Como poetisa, Meena Kumari escreveu em Urdu, sob o pseudónimo Naaz. Segundo o crítico Philip Bounds e a investigadora Daisy Hasan, a sua poesia terá sido uma forma  de Meena se distanciar da sua imagem pública e criticar a indústria que fez chamar a atenção do público sobre ela própria. Deste modo os seus poemas contam-nos tanto sobre Bollywood, como sobre ela mesma.
Meena Kumari morreu a 31 de Março de 1972.

Fonte: Meena Kumari, Wikipedia. 

domingo, 28 de julho de 2019

JING-JING LEE - ESCRITORA DE SINGAPURA

Jing-Jing Lee nasceu e cresceu em Singapura. Obteve um mestrado em Escrita Criativa, em Oxford, em 2011. Jing-Jing Lee tem publicado poesia e contos em vários jornais e antologias. How We Disappeared é o seu primeiro romance, publicado pela Oneworld, em maio de 2019. Inicia-se com a invasão de Singapura, pelas tropas japonesas em 1942
Jin-Jing Lee vivem em Amesterdão.
Fonte: Jing-Jing Lee, West Cork Literary Festival.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

DUPLOS NO CINEMA - JACKIE CHAN

O ator Jackie Chan nasceu em Hong Kong, em 1954. Praticamente poucas serão as funções que não desempenhou no cinema. O facto de também ser especialista em artes marciais conferiu-lhe capacidades excelentes para participar em filmes desta natureza. Em contrapartida a opção por dispensar duplos tem-lhe valido a quebra de alguns ossos.
Participou como duplo: Hsia nu (1971), de King Hu; O Dragão Chinês (1972), de Lo Wei; Police Story (1985), de Jackie Chan; Armadura de Deus (1986), de Jackie Chan e Eric Tsang, como coordenador de duplos; A Hora do Acerto (2004), de Benny Chan; A Revolução (1911), de Jackie Chan, como coordenador de duplos.
Fontes: Adoro Cinema; Jackie Chan, Wikipédia.

AMIN MAALOUF VENCE PRÉMIO CALOUSTE GULBENKIAN 2019

O escritor líbano-francês Amin Maalouf venceu o Prémio Calouste Gulbenkian 2019.
O prémio distingue o facto de ser  “reconhecido como um dos nomes mais influentes e respeitados do mundo árabe” e um construtor de pontes para um mundo em paz.
Amin nasceu em Beirute, em 1949, e escreve em francês, sendo membro da Academia Francesa desde 2011.
Fonte: Observador, 17/7/2019.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

FEIRA DO LIVRO DE MACAU 2019

A Feira Internacional do Livro de Macau aposta na cooperação comercial com os países lusófonos. Macau é considerado um ponto de encontro entre o ocidente e o oriente.

Na Feira, que se prolonga até domingo, estão presentes cerca de 60 editores de mais de 20 países e regiões. Aí, apresentam as suas edições editores de diversos países de língua portuguesa, designadamente Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

FERNANDO NAMORA - CENTENÁRIO

A Associação dos Amigos do Livro de Macau organizou uma sessão onde se evocou  o escritor Fernando Namora.
Segundo Shee Va, membro da associação e um dos organizadores do evento, e também ele escritor e médico como o homenageado, Fernando Namora “está um bocado esquecido”, ainda que a sua marca perdure cem anos depois. Ainda na perspectiva de Shee Va, Namora terá ficado esquecido na sombra de Saramago, apesar do próprio Fernando Namora ter sido proposto para o Prémio Nobel, em 1981.
Fontes: André Vinagre, "Centenário de Fernando Namora: Reavivar a memória de um autor esquecido", Ponto Final, 16/4/2019.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

AMOS OZ (1939-2018) - ESCRITOR ISRAELITA

Faleceu o escritor Amos Oz. Este autor nasceu em 1939, na cidade de Jerusalém, numa época em que a cidade ainda estava sob o domínio britânico. É considerado uma consciência crítica do seu ainda relativamente jovem país.
Amos Oz escreveu cerca de uma vintena de livros, extremamente populares e que estão traduzidos em 42 línguas. A sua fama fez com que fosse um dos escritores que anualmente figuravam entre os possíveis candidatos ao Prémio Nobel. Foi galardoado com os Prémios Goethe e Príncipe das Astúrias das Letras.
Alguns títulos que publicou: "Caros Fanáticos"; "A Caixa Negra"; "Judas"; "Cenas da Vida da Aldeia"; e "A Terceira Condição".
Fonte: Juan Carlos Sanz, "Muere a los 79 años el escritor israelí Amos Oz", El País, 28/12/2018.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

OSCAR 2019 - MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou as listas de semifinalistas para nove categorias do Oscar 2019. Em relação ao Melhor Filme Estrangeiro surgem nesta lista os filmes asiáticos "Assunto de Família" (Japão), "Ayka" (Cazaquistão), "Capernaum" (Líbano) e "Em Chamas" (Coreia do Sul).
Fonte: Mariana Canhisares, "Oscar 2019: Brasil fora da lista dos semifinalistas a Melhor Filme Estrangeiro", Omelete, 17/12/2018.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

MARIKO MORI - ARTISTA PLÁSTICA

A artista de multimédia Mariko Mori nasceu em Tóquio, no Japão, em 1967. E vive e trabalha entre Tóquio e Nova Iorque.
O trabalho de Mariko Mori vai de performances e design de moda aos vídeos e fotografia, refletindo o contraste entre o mundo antigo e o novo, o Oriente e Ocidente, sendo apresentado em visões hiper-realistas. A sua obra envolve não só o Budismo Japonês e o Xintoísmo, mas também a tecnologia mais avançada.
Fontes: "Mulheres Artistas nos século XX e XXI", ed. Uta Grosenick, Taschen, 2003, pp. 132-135.

MONA HATOUM - ARTISTA PALESTINIANA

A artista Mona Hatoum nasceu em Beirute, no Líbano, em 1952. O seu percurso de vida tem sido duplamente marcado pelo exílio. Nasceu no Líbano, para onde os pais tinham fugido da Palestina, em 1948, e aí viviam como estranhos. Em 1975, Hatoum foi para Londres, onde estudou. Entretanto, eclodiu a guerra civil no Líbano, o que a veio impedir de visitar os pais.
O seu trabalho artístico tem sido marcado, entre outras coisas, pela cartografia, um universo bem presente nas disputas territoriais entre israelitas e palestinianos.
Mona Hatoum reside e trabalha em Londres, Inglaterra.
Fonte: "Mulheres Artistas", ed. Uta Grosenick, Taschen, 2003, pp. 76-79.

NATALJA GONTSCHAROWA (1881-1962) - ARTISTA RUSSA

A pintora Natalja Gontscharowa nasceu em Nagayevo, Rússia, em 1882. Veio a falecer em Paris, na França, em 1962.
A sua pintura, à semelhança de muitos do início do século XX, marcados pelos vários movimentos de vanguarda, é marcada por mudanças frequentes de estilo. A pintura de Natalia Goncharova combina o modernismo com elementos de arte popular russa tradicional e da pintura de ícones.
Fonte: "Mulheres Artistas", ed. Uta Grosenick, Taschen, 2003, pp. 68-71.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

MOSTRA DO CINEASTA APICHATPONG WEERASETHAKUL



O Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory vai receber, ainda esta semana, em São João da Madeira, uma exposição retrospetiva "A serenidade da loucura", sobre a obra do cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul.

A exposição integra mais de 20 obras realizadas entre 1994 e 2017 pelo "cineasta de culto", vencedor da Palma de Ouro de 2010 no Festival de Cannes.

Todas estas obras foram concebidas no contexto da realização de longas-metragens, materializando-se em filmes experimentais, guiões, material documental, fotografias e instalações, como acontece com "Fireworks: Archives / Fogo-de-artifício: Arquivos" (2014), uma projeção de grandes dimensões maioritariamente formada por imagens sobre a coleção de animais de pedra do escultor e místico tailandês-laociano Bunleua Sulilat (1932-1996).